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quarta-feira, novembro 05, 2008

Encontro com o Vinho e Sabores - Como que em casa

Normalmente, umas semanas antes do Encontro com o Vinho e Sabores, começam as trocas de emails para definir as provas especiais em que nos vamos inscrever as horas do encontro e as primeiras ideias para a jantarada a seguir. Este ano a malta do Blog não conseguiu ser juntar-se todo e calhou-me a mim ir sozinho no sábado.

Como me inscrevi em 3 provas especiais achei que não haveria grande tempo para visitas e conversas no evento e por isso não iria ter grande problema em ir sozinho. Não me enganei, ou seja, não foi nenhum problema ir sozinho mas porque me apercebi do confortável que é entrar no recinto e passados 2 minutos já estar com o copo cheio a conversar com amigos, resultado, passei pela feira mas em vez de andar a ver as novidades dei comigo a apenas passar pelas "barraquinhas" de amigos e conhecidos. Pelo que apenas me atrevo a destacar um novo moscatel que está para sair pela mão da GR Consultores (responsáveis entre outros pelo belíssimo Secret Spot).

Em relação ao evento, tínhamos uma grande novidade, alguns dos melhores restaurantes de Lisboa juntaram-se ao evento trazendo para um espaço extra da feira alguns exemplos das suas ementas. Se for para continuar, espero que sim porque me pareceu um grande sucesso, vai ser sempre a minha salvação, marco quase sempre uma prova especial logo para as 14 horas e acabo sempre por chegar sem almoçar devidamente, erro crasso que a partir de agora pode ser corrigido de alguma forma. Não estando à espera de pratos normais de restaurante, devo dizer que as doses, não sendo grandes, são razoáveis para que se possam provar vários "petiscos" sem deixar ninguém com fome, deixo apenas a ideia de que os preços poderiam ser um pouco mais baixos, parece-me que se os produtores de vinho fazem um investimento forte para estar presentes e dar a provar o seu vinho, eu diria que os restaurantes também o poderiam encarar da mesma forma, uma vez que o objectivo é o mesmo e o retorno também. Uma nota negativa para mim, o facto de no espaço da comida o vinho ser pago, não entendi a diferença de critério entre os diferentes espaços, desta forma bebi apenas um copo e voltei para o espaço da feira sem provar mais nenhum vinho daquele distribuidor. Apesar destes pequenos aspectos acho que o evento ganhou e muito com este novo espaço, até porque é mais um sítio para se circular e alivia o espaço central para uma melhor circulação.

Tal como referi logo no início inscrevi-me em 3 provas especiais, tendo chegado com algum atraso à primeira devido à falta de civismo de alguns utilizadores do parque de estacionamento que ocupam impunemente 2 lugares sem qualquer consideração pelos restantes utilizadores que se deparam com um parque cheio sem qualquer necessidade. Adiante, a primeira prova pretendia mostrar a ligação entre os presuntos e enchidos da Casa do Porco Preto e alguns vinhos escolhidos pelo Luís Lopes, resultado 1 hora e meia de sessão com 1 hora de vídeo e discurso comercial e 30 minutos a provar bons enchidos e um excelente presunto com vinhos na máximo razoáveis, a melhorar até porque era um prova paga. A prova do meio do dia foi, para mim, a melhor do dia, Domingos Soares Franco e Filipa Tomaz da Costa alhearam-se por momentos das suas empresas e partilharam durante mais de 1 hora a sua paixão pela região e pelo moscatel em particular, destaco o Moscatel Roxo 1992 e o Moscatel 1976 como os que mais me marcaram, refiro ainda que o Moscatel do Centenário me parece demasiado vulgar para o que pretende representar. Finalmente a última prova do dia com o enorme comunicador que é José Bento dos Santos, é sempre um prazer ouvi-lo falar com paixão dos seus vinhos, continuo no entanto a não encontrar nos seus vinhos algo que me desperte os sentidos da mesma forma, mas aqui assumo claramente que o problema deverá ser meu...

Resumindo, uma tarde em cheio, onde o factor social se sobrepôs claramente ao enófilo, mas também cada vez mais tenho a certeza que um bom vinho não é nada se não houver com quem o partilhar. O único lamento foi a impossibilidade de aumentar esta "festa" com os amigos do costume, para o ano há mais... e amanhã também.

2 comentário(s):

rui disse...

Ricardo,

o caracter enófilo sem o social tb não consigo compreender :)

Deixando o meu contributo:

- Registei com agrado o maior cuidado, de ano para ano, com a temperatura do vinho tinto em prova. Muitos expositores com o vinho tinto no gelo (o que era raro) e alguns stands a utilizar sistemas mais modernos de refrigeração e serviço doseador a copo.(É verdade que a temperatura baixa do dia de Domingo tb ajudou).

- Tal como nos outros anos tb passei mais tempo a falar com os amigos do que a provar coisas novas. Ainda assim, no capítulo das novidades, fiquei entusiasmado com o novo Aneto Grande Reserva. Porreiro, pá!

- Quando vejo a lista de vinhos escolhidos e premiados pela prova de juri, não consigo deixar de pensar: "Mais do que saber quem foi escolhido (um rol enorme), queria saber: quem ficou de fora?".

- O "Taste of Lisbon" foi uma boa novidade com margem para melhoria visto ser a 1ª edição. Como disse o Ricardo, as doses não eram assim tão pequenas e os preços tb não :) mas para o tipo de cozinha até se justificava. O problema para mim foram os talheres de contraplacado de madeira (comer gourmet com aqueles talheres até tira o prazer da degustação) e o facto de pagarmos os vinhos para acompanhar os pratos. Raios, então na sala ao lado era só estender o copo!


um abraço,
RC

Pratas disse...

Eu achei mesmo ridículo ter que se pagar pelos vinhos desse lado.

Digo mais, pareciam dois eventos distintos... A RV acho que podia ter definido melhor as regras.

Por este andar, para o ano para além da entrada também se pagará pelas provas em cada um dos stands dos produtores... a ver vamos.

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