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quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Vinho a Copo

O nome do blog advém de um tema que se encontra em grande discussão nos meios da restauração, hotelaria e da distribuição de bebidas, passando obviamente por produtores e consumidores. Seria, de facto, muito melhor para nós consumidores que existissem mais sítios onde pudéssemos ir beber um copo e que esse copo (adequado ao vinho) pudesse ser cheio de bom vinho, em boas condições e com um preço justo. Quantas vezes não vos aconteceu irem almoçar ou jantar e vos apetecer vinho e não beberem por não se justificar abrir uma garrafa para beber um copo ou dois, quantas vezes não vos aconteceu irem a algum sítio beber um copo e o copo que vos apetecia era de Porto e não de Glasgow ou de Dublin. Mas antes de estes passos serem dados há outros problemas mais importantes para serem resolvidos, nomeadamente fazer perceber aos meios da restauração e hotelaria que o vinho pode ser um factor de aumento de receitas, quando bem tratado. Há que fazer perceber a alguns senhores de restaurantes e hotéis de nível superior que terem a carta de vinhos imutável há 5 ou 10 anos, armazenados em condições deficientes e servidos em copos inadequados representa um custo e não uma poupança, há que fazê-los perceber que começam a aparecer clientes que sabem o que bebem e que não vão beber vinho independentemente das condições adversas que o rodeiem. Quando estas questões começarem a ser ultrapassadas talvez então estejam reunidas condições para que o vinho a copo surja como alternativa viável para o consumo são do néctar que tanto apreciamos.

22 comentário(s):

Mr. Brightside disse...

Tinto! Cheio!

Voxx disse...

Pois. O Grande problema é a adulteração do produto, ou seja do vinho. As garrafas de vinho infelizmente não vêem preparadas para este tipo de consumo e como tal ou se tem grande confiança no serviço ou está-se a " comer gato por lebre".

Por outro lado está a garantia de venda. Ninguem está interessado a beber vinho aberto de vespera e o vendedor não está para perder negócio.

Estas entre outras questões são a causa de não haver vinho a copo para alem do conhecido "vinho da Casa".

Infelizmente.

Já agora alguns bons vinhos a preços acessiveis ( 4 a 8 euros):

Monte de Maio - Barão Rotchild
Vinha da Tapada de Coelheiros
Pancas Tinto- Quinta de Pancas
Moura - Herdade dos Machados
Monte Alentejano

Boas provas.

Paulo Pacheco disse...

o monte alentejano já foi BEMMmm melhor.
Agora não passa de um Monte Velho disfarçado.

Paulo Pacheco disse...

o Pancas no entanto é sempre uma aposta segura.
Ainda para mais, para quem quer fugir um pouco ao habitual Alentejo ou Douro.

Paulo Pacheco disse...

O que poderá parecer uma heresia aos olhos de muitos, mas que concerteza facilitaria o serviço de vinho a copo é a embalagem BAG-in-BOX. Esta embalagem tem a grande vantagem em que á medida que o vinho vai saindo o interior da embalagem encolhe com o vinho não entrando assim, ar nenhum.
Por incrivel que pareça estas embalagens são sempre associadas a vinhos de baixa qualidade.
No entanto na Autralia e na Nova Zelandia, estas embalagens já são usadas nos melhores vinhos, exactamente devido á vantagem da ausencia de contacto do ar com o vinho após cada serviço de copo.
O tempo dirá quem tem razão nesta aposta que tem concerteza também muito a haver com a guerra rolhas de cortiça/rolhas de outra coisa qualquer.

ricardo disse...

Confesso que sou um dos que acha que é uma heresia.

Mas relativamente a esse assunto penso que nem tudo é negativo no facto de o vinho ter algum oxigénio na garrafa, só assim ele poderá envelhecer, e proporcionar a quem o vai beber o sempre agradável momento de suspense acerca do estado de evolução da garrafa, por outro lado também proporciona alguns amargos de boca a provar garrafas carríssimas estragadas. Acho que tudo isto contribui para o encanto do vinho.

Nuno disse...

Existe um cepticismo generalizado face a essas novas embalagens, na medida em que ainda não tiveram tempo de provar que não interferem no vinho. Por isso vai demorar muito tempo a consolidar particularmente nos vinhos de topo e de guarda.
Por outro lado, o ritual da garrafa, do copo, da abertura da rolha, da prova, etc dá um certo glamour ao vinho, pelo que penso que em termos de vinhos de topo, nunca irá desaparecer, ou pelo não irá ser subtituido por um método demasiado hermético e eficaz.
Esses novos métodos terão de provar primerio nos vinhos novos e correntes.
Uma outra solução, passaria pela massificação de garrafas pequenas com preços mais atractivos...

Voxx disse...

Ora aí está a meu ver a solução para já (garrafas pequenas).

A questão é que de acordo com as produtoras os custos são muito mais elevados e por isso por enquanto praticamente só o fazem por encomendas específicas, juntando a estas mais algumas que colocam no mercado.

Daí a fraca escolha disponível.

Paulo Pacheco disse...

a garrafa pequena tem o mesmo custo de uma garrafa grande.
o rotulo tem o mesmo custo.
A rolha tem o mesmo custo.
o encher, rotular e distribuir tem o mesmo custo.
ou seja.
os custo de 0.375 são os mesmo de 0,750.
A diferença é que se o vinho já é caro.. nas garrafas pequenas o preço por litro é ainda maior...
infelizmente.

relativamente ao bag-in-box também não os defendo para vinhos de guarda.
Mas se num restaurante houvesse barca velha bag-in-box a copo mais depressa o beberia do que barca velha a copo com extractor de ar simples.
é aí (no serviço a copo) e não em casa ou nas garrafeiras que o bag in box se poderia revelar util.

Nuno disse...

E qual é que é o custo efectivo de uma garrafa em percentagem no preço final do produto? Não me parece que justifique a diferença que se cobra por 2 garrfas de 0,375 face a uma de 0,75.
É tudo uma questão de economias de escala, senão veja-se o preço de uma cerveja, que também tem garrafa, rótulo (apenas não tem a rolha) e o preço final é baixo, pelo que penso que se houvesse um forte investimento em escala, seria possível minorar substancialmente os custos de "embalagem", e então tendo em conta o preço de vinhos de topo, o custo da embalagem seria muito marginal. Acho que era mesmo uma questão de aposta em massa, pelo que eventualmente seria necessário que algumas marcas fizessem um trabalho conjunto de modo a obter algumas sinergias e melhores condições. Á semelhança de algumas parcerias que se vê noutros ramos como a indústria automóvel por exemplo.

Voxx disse...

Pois aí está:

a garrafa tem o mesmo custo
o rotulo tem o mesmo custo
a rolha tem o mesmo custo
os sistemas mecãnicos e de enchimento trabalham á memsma velocidade, etc, etc

Só que a quantidade do "produto" é 1/3 das garrafas normais, daí meu amigo, os custos mais elevados, ou não será assim?

Se não o é, então por favor explica a estes "Ómes de Deus" o teu sistema económico para glaudio de todos nós.

ricardo disse...

Meu caro Voxx,

vamos então fazer um exercício de economia:
-a garrafa tem o mesmo custo:
as garrafas só têm o mesmo custo porque não há economias de escala, porque são produzidas em menores quantidades, ou seja, se o consumo de garrafas pequenas aumentar, o seu custo diminuirá;
-o rotulo tem o mesmo custo: é possivel que assim seja, embora este seja um custo algo residual na maioria dos casos;
-a rolha tem o mesmo custo: a mesma questão das garrafas, as rolhas são mais pequenas e daí que poderão ser mais baratas se forem produzidas em maiores quantidades;
-os sistemas mecânicos e de enchimento trabalham á mesma velocidade: verdade e aqui poderá fazer alguma diferença.

Agora vamos ver onde está a maior economia das garrafas pequenas: no armazenamento, no transporte e embalagem. Menos espaço ocupado mais poupança e nós sabemos o que custa armazenar garrafas em alguns estabelecimentos.

Paulo Pacheco disse...

imfelizmente a "massificação" de garrafas já está no limite.
Senão vejamos... a garrafa peq. custa o mesmo que as grandes e as grandes são... imensas, portanto o preço até não está caro.
Ou seja o que custa na garrafa pequena (e grande) não é o vidro da garrafa mas sim o "fazer" da garrafa. daí o preço igual.
O transporte pelo contrario é tabem penalizado... a conta a fazer é custo POR LITRO e esse é sempre maior no transporte e no armazenamento.
lembrem-se... custo por litro.

ricardo disse...

Caro Paulo,

discordo um pouco do ponto de vista, acho que a rentabilidade não deve ser vista por litro mas por unidade/embalagem/garrafa. O que quero dizer com isto é que quando se analiza a produção deve-se ter em conta quanto custa produzir 1 garrafa e qual o retorno que essa garrafa tem.

É óbvio que produzir 2 garrafas de 0,375 sai mais caro do que produzir 1 de 0,75. A questão aqui é que também se vende mais caro. Aqui a questão prende-se com a análise que o consumidor pode fazer do que bebe, ou seja, se só beber 1 copo a uma refeição é-lhe mais proveitoso comprar uma garrafa pequena (apesar de o preço por litro ser maior) se beber 3 ou 4 já não compensa. É a teoria das promoções em nós por vezes caimos, não precisamos de um determinado produto, mas compramos por estar muito barato, com isso não poupámos dinheiro nenhum, apenas gastámos.

Relativamente ao custo de produção das garrafas deixa-me dizer o pouco que sei sobre isso: o chamado "fazer" da garrafa é um processo em que se utiliza um molde onde é injectado vidro, esse molde possuí um avançado sistema de arrefecimento que permite fazer a garrafa, esse sistema de arrefecimento é cerca de 70% do custo do molde e encarece exponencialmente com o tamanho do molde. Quando se produz um molde para uma garrafa de 0,75 este ficará cerca de 60/70 % mais caro do que para uma garrafa de 0,375 uma vez que é muito maior e a área a arrefecer é também muito maior. Os custos destes moldes maiores rondam a centena de milhar de euros e conseguem produzir quantidades a rondar o milhão de garrafas. Este custo juntamente com os custos de intalações e equipamento (que também é mais caro se conseguir trabalhar com moldes maiores, e as empresas normalmente têm máquinas que suportem os dois tamanhos, quando para as garrafas pequenas poderiam ter equipamentos mais baratos) representam cerca de 80% do custo de produção de garrafas (o custo com o pessoal é irrisório uma vez que as máquinas de injecção trabalham quase sózinhas), logo seria possível criar linhas produção de garrafas mais pequenas mais económicas.

Resumindo, era possível baixar ligeiramente o custo das garrafas pequenas que poderiam potenciar um maior consumo de vinho em pessoas e situações onde actualmente não acontece. Tal como o vinho a copo poderia potenciar o consumo de vinho na noite.

Mr. Brightside disse...

Tinto! Cheio!

Voxx disse...

Ui. Por aqui não vamos lá. O Paulo põe o dedo na ferida Custo por litro. No fundo o que tentei exemplificar. Infelizmente o custo final das garrafas pequenas (porque não existe massificação, o que concordo e o afirmei)torna-se mais caro. E isto tambem porque infelizmente o Transporte hoje em dia tem em conta o peso/volume o que vai dar no mesmo.

Isto por experiência pois sei o que pago pelo transposte dos meus vinhos adquiridos no "Clube do Vinho" (desculpem a publicidade mas é um bom clube, com néctares dignos dos Deuses).

No fundo espero que tenhas toda a razão para poder beneficiar de boas "pomadas" sem ter que desperdiçar "produto" e $$$$.

ricardo disse...

Parece-me que no essencial concordamos todos, o ideial era que o consumo de vinho fosse mais alargado e mais disponível em qualquer ocasião numa relação qualidade/custo mais justa.

Nuno disse...

Seria bem simpático que existessem garrafas pequenas em bares que pudessem ser facilmente partilhadas por 2 pessoa. Teria de ser num segmento elevado, mas tinha a sua piada, e sempre era mais uma opção aos destilados...

rui disse...

Quanto aos custo não sei, mas que se houvesse mais garrafas pequenas de Porto vintage, podem ter a certeza que mais eu bebia. E podem argumentar à vontade que o Porto vintage nas garrafas pequenas não envelhece tão bem. Não me interessa que eu gosto dele novo (sim, eu sou um daqueles que gosta deles novos). A verdade é que num vinho que se deve abrir e beber de imediato uma garrafa de 0,375ml dá muito jeito. Caso contrário tenho que tentar encontrar constantemente motivos para juntar gente e abrir uma garrafinha. O que pensando bem também não é mau. :-)

Anónimo disse...

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Anónimo disse...

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Anónimo disse...

quanto a questao do vinho a copo.
existem maneiras de o conservarem em condições.
existem imensos vinhos.
existe vontade de beber vinho a refeição se bem que limitadamente devido a muitas vezes se ir conduzir, então, porque não existe o serviço de vinho a copo em qualquer sitio???? não o vinho lá da aldeia.."maduro" ou semelhante mas as simples garrafas do supermercado.!!!
E os preços?? justifica-se pagar 8/10/12 euros por um MONTE VELHO num restaurante quando ele se compra na loja pelos 4 euros conforme os sitios? e aindo pra mais quando o proprio restaurante o compra ainda mais barato que os consumidores na loja??
Há dias em conversa com alguem do ramo, essa pessoa disse-me que o vinho é que paga a refeição por isso o lucro dos restaurantes não vem do prato mas dos extras especialmente o vinho. Então se assim for que fazer?? não beber??
Mesmo o proprio vinho a copo é caro. 3.5 euros por um copo de vinho cuja garrafa custa 5 euros não faz sentido. é falta de visão do mercado e querer ganhar de qualquer forma e em tudo que se vende o que é uma pena, porque se pode ganhar dinheiro sem ser desta maneira, se for mais acessivel as pessoas consomem mais vezes e por norma mais em quantidade.
fica aqui mais um comentario para o tema.

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