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domingo, outubro 01, 2006

JPM 2007: Melhores do Ano

Apesar do guia de compras do João Paulo Martins denominar-se Vinhos de Portugal 2007 a lista dos melhores do ano corresponde, segundo o autor, aos vinhos provados durante o ano de 2006. A lista vale o que vale, mas ainda assim publico-a aqui para os mais curiosos:

Espumantes
Murganheira Vintage 2001 (Távora-Varosa)

Brancos
Redoma Reserva 2005 (Douro)

Tintos
Batuta 2004 (Douro)
Chryseia 2004 (Douro)
C.V. 2004 (Douro)
Pintas 2004 (Douro)
Qt. da Gaivosa 2003 (Douro)
Barca Velha 1999 (Douro)
Conde de Santar 2004 (Dão)
Qt. do Perdigão Touriga Nacional 2004 (Dão)
Qt. do Monte d’Oiro Reserva 2003 (Estremadura)
Hexagon 2003 (Setúbal)
Marquesa de Cadaval 2003 (Ribatejo)
Cortes de Cima Reserva 2003 (Alentejo)
Esporão Garrafeira 2003 (Alentejo)

Vinhos Generosos
Qt. do Noval Vintage 2004 (Porto)
Poças Vintage 1996 (Porto)
Poças Colheita 1967 (Porto)
S. Leonardo tawny 20 anos (Porto)
Bacalhôa Vinhos 1983 Moscatel de Setúbal Superior 20 anos (Moscatel)
Cossart Gordon Boal 1976 (Madeira)


Eu já aqui, neste espaço, questionei algumas das notas e descrições de prova dadas por este e outros críticos. Não por desconfiar da sua seriedade, mas porque, comparando as notas de prova entre críticos, por vezes as diferenças são tantas que, as dúvidas surgem naturalmente. Mesmo nós consumidores, não sendo especialistas, quando por fim acabamos por provar os vinhos não concordamos com o que vem escrito nas descrições de prova. Ou seja, as dúvidas nunca deverão ser entendidas como um ataque à seriedade do provador mas devem antes ser entendidas como o acreditar na subjectividade intrínseca ao acto de provar.

Também já aqui escrevi: um crítico de vinhos tem que ser como a mulher de César. Não basta ser sério, há que parecer também. E no caso do João Paulo Martins, não o conheço pessoalmente, assumindo que é sério, posso-vos que dizer que para mim também me parece. E porquê? Porque não tem medo de dar notas, não tem medo de dizer que determinado vinho é excessivo ou está mal feito, não tem medo da comparação de notas (mudou a classificação para a escala de 10 a 20 valores de modo a ser mais fácil a comparação com outras publicações, palavras do autor), não tem medo de dizer que determinado produtor trabalha mal ou que determinada região é “virtual”, não tem medo dizer que todos os vinhos devem ter nota e que não se deve esconder aqueles que ficam abaixo de certos patamares, não tem medo de dar a sua opinião. E é por isso que me parece sério. Porque ao dar a sua opinião, mesmo que não esteja errado, compromete-se. Assume. Ora, aí está algo com o qual eu me identifico.

2 comentário(s):

J. Gómez Pallarès disse...

Bien, pues a falta de poder comprar la guia, muchas gracias por la informaciòn.
Cordialmente,
Joan

rui disse...

O Joan ainda tem desculpa, porque é espanhol e não encontra facilmente o guia.

Agora para os restantes, este post não dispensa a consulta do guia original. Não vá o autor acusar-me de lhe roubar leitores e pedir-me uma indemnização por violação de direitos de autor. Bem se lixava, que entre feiras de vinhos e as novidades de fim de ano, o dinheiro da indemnização já está todo (com)prometido. :)

RC

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