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segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Vintage 2004: Prémios Melhores de Cada Região

O ano de 2004 não foi um ano de declaração generalizada de vinho do Porto da categoria vintage. Daí não ser considerado um ano de Vintage. E diz-se de não declaração generalizada porque as grandes casas não declararam para esta colheita as suas principais marcas, deixando a cargo das segundas marcas e dos pequenos produtores a representação da colheita. Ainda assim, no painel de prova de Porto Vintage de 2004 efectuada pela Revista de Vinhos na edição de Janeiro de 2007, foram provados, analisados e classificados 36 vinhos diferentes.


Não tenho uma relação fácil com o Guia de Compras dos Vinhos Portugueses editado pela Revista de Vinhos. É capaz de ser o guia anual de vinhos, dos que existem no mercado, que mais gosto, e a razão para isso é muito simples: é o único que tem “bonecos”. Gosto de ver a imagem dos rótulos das garrafas. Gosto de ter uma imagem associada a um nome. Gosto de reconhecer as garrafas nas prateleiras em exposição quando estou a 5 metros de distância. Gosto de apreciar e criticar a escolha dos produtores e o trabalho dos designers. Tal como as cintas dos charutos (na minha fase mais burguesa também já tive este “gosto”), os rótulos das garrafas permitem criar uma empatia maior entre produto e consumidor. Este guia é o único que me permite ter este prazer. Ora, assim sendo, porque não é óptima a relação com este guia? O processo de compra do mesmo! Pergunto: porque é que não é possível haver uma opção extra no cupão de assinatura da revista que permita o assinante declarar que quer, por mais 5 euros anuais, receber o guia em casa com a edição de Janeiro? A RV já sabe que todos os anos edita este guia e poupava aos seus assinantes o terem que enviar um cupão e um cheque com 5 euros a pedir o seu exemplar. Todos anos é mesma coisa! Eu como me recusei a ter esse trabalho e também não o adquiri nas bancas junto com edição da revista de Janeiro (que já tinha recebido em casa), só o comprei passado um mês quando saiu a solo.

E porquê fazer esta referência ao guia de compras quando o post devia versar sobre o Port Vintage 2004? Resposta: devido aos Prémios Melhores de Cada Região atribuídos pela RV.


Na categoria de Vinho do Porto, houve três vintages 2004 nos prémios de melhores de cada região: Qt. Vesúvio, Dow’s Qt. Senhora da Ribeira e Qt. Vale Meão. Este é o meu facto nº1.

No Guia de Compras dos Vinhos Portugueses de 2007 na secção do Vinho do Porto aparecem referenciados apenas quatro vintages 2004: Qt. Vesúvio (17,5), Dow’s Qt. Senhora da Ribeira (17,5), Qt. Vale Meão (17) e Krohn Qt. Retiro Novo (16). Ou seja, apenas mais um do que os premiados no facto nº1. Este é o meu facto nº2.

Como referi no inicio deste post, na edição de Janeiro da RV foi efectuado um painel de prova de Vintage 2004 com trinta e seis vinhos provados. Os três primeiros classificados, com 17,5 valores, foram: Fonseca Guimaraes, Qt.Ervamoira e Taylor’s Vargellas Vinhas Velhas. Os vinhos que aparecem no guia de compras (facto nº2) obtiveram a seguinte apreciação: Qt. Vesúvio (17), Dow’s Qt. Senhora da Ribeira (17), Qt. Vale Meão (16) e Krohn Qt. Retiro Novo (16,5). Ou seja, apenas o Krohn teve melhor classificação e o Vale Meão foi o que desceu mais na pontuação (menos um valor). Este é o meu facto nº3.

Sei também que, os prémios anuais atribuídos pela RV são resultado de uma avaliação contínua efectuada durante todo o ano a que se referem os prémios. Palavras do João Geirinhas numa resposta a uma pergunta minha num post anterior. Resulta desta afirmação que existem (ou podem existir) várias provas do mesmo vinho durante um ano pela equipa de provadores da RV. Este é o meu facto nº4.

Do facto nº 4 não podemos retirar que todos os vinhos são provados várias vezes ao longo do ano ou que todos os vinhos são provados o mesmo números de vezes. Também não podemos retirar que, é necessário para aparecer no guia de compras que o vinho tenha que ter sido provado em mais do que uma ocasião. No entanto, quem é assíduo comprador do guia e conhecedor da revista pode mesmo assumir o contrário: apenas é preciso uma única prova no ano para ter direito a entrar no guia de compras. Para efeito do que vou escrever a seguir, considerarei este como o meu pressuposto nº1.

Baseando-me nos factos e pressuposto que apresentei em cima, retiro a seguinte conclusão: o resultado do painel de prova de Porto Vintage de 2004, da edição de Janeiro da RV, “não chegou a tempo” de ser incluído no guia de compras anual e por isso os vinhos não são apresentados no mesmo (apesar de existirem nas prateleiras das garrafeiras para compra).


A conclusão que apresento pode ser considerada de menor importância por alguns, mas para mim constituiu uma torrente de perguntas que me assaltam o cérebro:

- Os prémios dos melhores de cada região na categoria do Vinho do Porto de 2006 da Revista de Vinhos tiveram como conjunto de provas apenas quatro vintages de 2004?

- Se fosse considerado o painel de prova para atribuição dos prémios, os premiados seriam diferentes? Mais? Menos? Outros?

- Se fosse considerado o painel de prova para atribuição dos prémios, a “avaliação contínua” do Qt. Vale Meão teria sido prejudicada ou os 16 valores atribuídos no painel ainda assim não lhe estragariam a média?

- Deviam os leitores da RV e os produtores dos vinhos saber se o resultado das notas que aparecem no guia de compras resultam apenas de uma única prova ou de “avaliação contínua”? Devia aparecer, ao lado da nota, o número de vezes que o vinho foi provado?

- Deviam os leitores da RV e os produtores dos vinhos saber se o resultado das notas que aparecem no guia de compras resultam de provas efectuadas em painel (prova cega) ou se resultam de provas efectuadas em eventos de lançamento e apresentação de vinhos ou em reportagens junto dos provadores? Devia aparecer, ao lado da nota, se o vinho foi provado às cegas ou de rótulo à mostra?


Podia continuar mas acho que as questões principais estão aqui colocadas. Passei este fim-de-semana com uma comichão que tinha coçar mesmo que isso pudesse criar alguma ferida. A Revista de Vinhos compreenderá seguramente que o facto de nos ter convidado para o jantar de entrega dos melhores do ano, apesar de ter criado um laço de maior empatia, não me impedirá de a criticar ou colocar-lhe questões sempre que ache essa necessidade pertinente. E neste caso, justifica-se!

17 comentário(s):

João Geirinhas disse...

Caro Rui

Confesso que entre «factos» e «pressupostos» me perdi um bocadinho. Mas penso que todas as duvidas e inquietações terão uma resposta rápida e simples se considerar que os «Melhores do Ano», referem-se a um ano, no caso 2006. Ora uma prova de Janeiro de 2007 não pode entrar para as contas de 2006. De certeza que quando se premiarem os melhores de 2007 esses vintages entrarão em linha de conta.
PS: Sobre o seu último comentário, se não conhecesse o espírito da net e dos blogs, até poderia considerá-lo ofensivo: Alguém da RV lhe pediu, indicou, sugeriu, sussurrou, what ever, para abandonar o vosso sentido crítico em troca de um convite???? Acha que a RV teria conseguido sobreviver 17 anos sem o espírito crítico dos seus leitores? Você (ainda) não nos conhece de todo!
Um abraço e mande sempre.
JG

jms disse...

De facto o que eu ia perguntar, o João Geirinhas, antecipou-se e já respondeu (Refiro-me ao PS!
Quanto à explicação sobre os factos e pressuposto, é que não fiquei tão convencido: o que é publicado em 01.07 não é resultado de actividades, provas no caso, levadas a cabo em 12.06 e/ou meses anteriores?

João Geirinhas disse...

Ao jms

Como é evidente!. Mas como em tudo na vida tem que haver balisas, marcas, separadores que não podem ser puxados para cima ou para baixo ao sabor de conveniências. Até para os Oscares, está definido que entram em concurso os filmes estreados entre x e y. No caso, estabeleceu-se que o que conta é a data da publicação - de Janeiro a Dezembro de 2006. O Guia de Compras reflecte a mesma realidade, podendo dizer que é base a partir da qual são escolhidos os prémios.
JG

rui disse...

Caro João Geirinhas,

Mais uma vez, obrigado pela rápida intervenção.

O último comentário que fiz revelou-se um tiro no pé. Tentei de alguma forma explicar porque não “descansei” com a resposta que me tinha dado anteriormente (no post sobre a entrega dos prémios) e sai chamuscado. Aprendi a lição e não o farei jamais.

Posso então concluir que:
1- Os vinhos provados no painel de prova da edição de Janeiro de 2007 não entraram para a atribuição dos prémios anuais (2006) da revista.
2- Apenas os quatro vintages 2004 que aparecem no guia de compras de 2007 estavam em condições de ser premiados.

Penso que as outras questões que fiz no post, mais que respostas neste momento, precisam de reflexão. De todos.

Um abraço,
RC

p.s. espero que considerem o meu pedido de incluir o guia de compras no momento da assinatura da revista e na renovação da assinatura da mesma (dá-me jeito este último caso).

João Geirinhas disse...

Caro Rui

Como acredito que as suas perguntas e o conjunto das dúvidas manifestadas derivam de uma curiosidade legítima de saber como uma publicação especializada organiza as suas provas, acedo a satisfazê-las, esperando que estes esclarecimentos sejam úteis para si e para aqueles que nos lerem com iguais interesses.

Na RV há três formas de provar os vinhos que dão origem às notas de prova (np) e respectivas classificações: a) Painéis de Prova (PP); b) Novidades (N); c) Outras provas (OP) em reportagens, lançamentos, etc
Nos PP a prova é sempre cega e o painel tem pelo menos 3 dos provadores habituais. Habitualmente os PP são dedicados a um tema (por exemplo, «tintos de verão», «brancos de Inverno», «vinhos abaixo de…» ou dedicados a uma casta, ou várias, a uma região, etc. As amostras são solicitadas aos produtores (2 por cada vinho) que pensamos estarem em condições de terem vinhos que se encaixam no perfil definido. Quando o número de produtores é superior ao número de amostras pretendido para o PP, fazemos nós a selecção dos produtores a enviar o pedido. Todos os vinhos são provados em condições (copos, temperatura, etc) e em igualdade. Não temos por hábito de introduzir convidados porque isso alteraria os critérios de prova para prova, salvo alguma excepção que se torne relevante. Essa prova tem sempre um jornalista relator que faz o artigo mas as np que aparecem depois escritas são consensuais ao painel de provadores e representam a «opinião» da RV pelo menos naquele momento. Só depois de escritas se retira o anonimato das garrafas.
Já as provas que aparecem na secção N são provas individuais (e assinadas) e são com a garrafa à vista. A np responsabiliza apenas o seu autor e pode ser diferente da «média» ou do consenso de um PP, 2 meses antes ou 4 meses depois. Por respeito pelo leitor não rasuramos classificação à posteriori para depois «bater tudo certo». As provas das N são feitas a partir de garrafas enviadas pelos produtores quando lançam um vinho ou uma colheita nova.
Quando fazemos uma reportagem num produtor ou somos convidados para uma sessão pública de lançamento de vinhos (OP), fazemos sempre também a prova de vinhos. Isto é uma diferença radical da RV de outras publicações, porque exprime bem a diferença entre o que é notícia e o que é opinião. Um «lançamento», por exemplo equivale a uma conferência de imprensa e vamos lá ouvir o que o produtor tem para dizer. Relatamos o que ele disse, o que ele quer fazer, a sua visão do mundo, segundo as suas palavras (notícias). Mas depois damos sempre a nossa opinião sobre os vinhos apresentados, de forma independente e descomprometida sobre o discurso anterior e essas np são assinadas.
Chegamos portanto ao fim do ano com muitos milhares de vinhos provados e ainda mais milhares de notas de prova. Entre tudo o que foi provado e publicado entre Janeiro e Dezembro, sai no Guia de Compras e é a base onde são escolhidos os Prémios que anunciamos depois em Fevereiro. Naturalmente que entre várias provas do mesmo vinho fazemos a natural ponderação. Valorizamos mais os PP que as notas individuais e as mais recentes sobre as mais antigas. Não lhe vou desvendar nenhuma equação matemática que determina a nota final, porque isso deriva também sempre de uma certa discricionariedade que é própria dos juízos subjectivos. E a prova de vinhos é um juízo subjectivo, não esquecer.

Chegados aqui (Uffaaaa!) falta dizer o mais importante.
Posso estar aqui a escrever páginas sobre páginas sobre procedimentos de prova, cuidados, controlos, que os conhecimentos e a experiência acumulada nos foram ensinando ao longo dos 17 anos de vida da RV. Pode você entretanto dizer que não está ainda satisfeito porque subsiste mais uma pergunta ainda sem resposta, uma dúvida metódica, uma reflexão transcendente ou até a sugestão se assim não seria melhor que assado. É inútil. O que conta, o que é importante nestas coisas é que uma publicação como a RV estabelece com os seus leitores um acordo tácito de confiança. Ou se acredita, ou não! Ou se confia, ou não! Se não houver confiança por muitos regulamentos que façamos, persistirá sempre a dúvida. Mas se pelo contrário, os leitores valorizarem a experiência e a ética de quem lhes escreve todos os meses na sua revista, as explicações detalhadas não acrescentam nada de essencial.
Caro Rui, não tenho outra forma de explicar isto.
Espero que compreenda.
JG

AJS disse...

A explicação do João Geirinhas é importante e esclarecedora. Naturalmente que a confiança por parte dos leitores não só é importante como fundamental para o êxito da Rv. Também por isso é que, pelo menos os blogers e escritores de post regulares, esperam pela revista, religiosamente, todos os meses há vários anos. Bem mais do que este recente fenómeno que são os eno blogues. Boas provas. AJS

rui disse...

Caro João Geirinhas,

como o disse o amigo AJS, foi importante o esclarecimento mas mais importante ainda, para mim, foi “a coragem do acto” de esclarecer.

Terão todos os que leram esta troca de ideias ficado satisfatoriamente esclarecidos? Acredito que não. Como disseste, haverá sempre quem nunca fique satisfeito com as respostas que lhes dão. Se calhar eu sou um deles. De qq modo, contenta-me o facto de, esta minha contínua insatisfação, ter originado este debate. Vale, ao menos, isso.

Um abraço,
RC

p.s. pode ser que um dia, frente a frente e de copo mão, possamos continuar esta sessão de esclarecimento. Fica combinado, de maneira a não nos zangarmos, trazes tu o vinho e levo eu a vontade de beber. :)

AJS disse...

Já agora que estamos em maré de esclarecimentos por parte da RV. Alguns vinhos não apresentam os rótulos, independentemente da classificação, uma vez que existem vinhos com pontuação baixa com rotulo e outros com pontuação alta sem rótulo. Também eu gosto de ver o rótulo, aliás o que penso valoriza, ou não, os olhos também bebem, os vinhos. Penso que a ausência do rótulo pode ser negativo, em termos de negócio, para o vinho. Existe alguma explicação para isto? Se não existe, penso que seria mais correcto todos terem o mesmo tratamento. Se não houver uma fotografia com qualidade penso que devia ser adiada a apresentação do vinho. A importância da RV no comportamento do consumidor "obriga" a mais este pormenor de rigor, que até pode ser um preciosismo, mas pelo menos para mim é importante. Quando vou comprar vinho a primeira análise é precisamente aos rótulos. Já me aconteceu não comprar alguns apenas porque o rótulo era péssimo e mais tarde, por conselho de um amigo, comprar e verificar que o vinho merecia a minha aprovação. Boas provas. AJS

Copo de 3 disse...

Eu acho que está tudo muito bem assim, penso que todos os rótulos seria pesado demais, e digamos que corria-se o risco de guia passar a caderneta de cromos.

AJS disse...

E qual é o critério que deve ser seguido? Por escolha aleatória? Ou os mais feios são escluidos? E quem é que define quais são os mais feios? Não me parece que possa ser porque: sim, ou talvez não. Porque não?

rui disse...

Caros,

Agora que apanhamos o homem a jeito toca de aproveitar. :)

Compreendo o que o AJS quer perguntar: qual é o critério para se apresentar o rótulo no guia de compras? Estética pela negativa (a imagem do rótulo é má ou o rótulo é horrível)? Estética pela positiva (os rótulos mais bonitos)? Esquecimento do Produtor (não enviou imagem nenhuma)? Aleatória? Outra?

O rótulo é importantíssimo. É a primeira imagem que nós temos do vinho. Mesmo para quem diz que não liga a rótulos, acredito que quando lhe dada uma garrafa de que nunca ouvi falar para a mão, logo ali começa a caracterizar o vinho. Existem estudos que mostram, por exemplo, que um vinho numa prateleira que tenha um animal no rótulo tem uma muito maior probabilidade de ser comprado pelo típico consumidor de supermercado do que aqueles que não têm (não é à toa que o vinho mais vendido no mundo tem um canguru no rótulo [Yellow Tail]).

Eu, tal como AJS, confesso já que deixei de comprar vinhos pelo rótulo e os nomes dos vinhos que não tenham uma imagem no guia de compras são para mim muito mais difíceis de recordar (tenho péssima memória para nomes mas raramente me esqueço de uma imagem). Para os pequenos e mais novos produtores, considero que o aparecimento do rótulo no guia pode ser determinante.


Um abraço,
RC

p.s. Por falar em animais nos rótulos, eu, por exemplo, até gostava do antigo rótulo do Passadouro com a tartaruga. Já os patos do Luís Pato por serem demasiado “verdadeiros” já não acho piada. E lembremo-nos do sucesso da vaca “Malhadinha”.

Copo de 3 disse...

Bem primeiro o guia não tinha imagens e era uma seca, agora que aparecem imagens já se discute o porque aparecem umas e não outras... eu acho que eles metem os nomes dentro de uma bola e vão tirando à sorte, é mais divertido assim, porque de resto é algo que não me preocupa minimamente, e para ver bonecada compro uma BD, os guias essencialmente servem-me para ter uma indicação das notas de prova, o João Paulo Martins não mete fotografias pois não ? E fazem lá falta ? Não.

Essa dos bichos tem graça, mete lá dois vinhos, um Porta da Ravessa e um Altano e vais ver qual é vendido mais depressa...

Mas para mim o animal mais famoso num rótulo de vinho é o cavalo do Pêra Manca :)

rui disse...

Caro João,

tens que compreender que nem toda a gente conhece todos os vinhos e todos os rótulos como tu. E porque é que os conheces? Porque existe um guia com imagens e daí os outros já poderem dispensar tal facto. Geralmente uma pessoa só dá importância ao que não tem. Como tens, não ligas. Depois, há que considerar uma razão mais altruísta (ou seja, não é só para me agradar a mim ou a ti) e perceber que enquanto um Pintas está sempre vendido, para uma marca mais desconhecida já não existe essa garantia (pelo contrário). Acho por isso que, ter o rótulo no guia, ajuda à projecção da imagem do vinho junto do consumidor (principalmente junto daqueles consumidores que não acham que sabem tudo, como nós os dois:)).


Um abraço,
RC

p.s. Comparar o Porta da Ravessa com o Altano não tem sentido. São de campeonatos diferentes ao nível do preço. Penso que a malta que fez o estudo foi mais inteligente e provavelmente refere-se a vinhos de preços semelhantes e para marcas que à partida o consumidor não conhece.

AJS disse...

Caro João para mim a imagem também é importante, como o Rui também tenho alguma dificuldade em memorizar nomes, enquanto que uma boa imagem dificilmente me foge. Naturalmente que o João Paulo Martins não apresenta imagens no seu guia, o que não significa que elas não o valorizassem, pelo menos para os menos conhecedores. O facto é que nunca apresentou, pelo que é um critério uniforme, que se pode discordar, mas é o que ele sempre adoptou. Aquilo que eu questionei foram as razões para uns terem imagem e outros não. Apenas gostaria de conhecer o critério, também aproveitando a circunstância de ter o “homem a jeito”. Estamos a falar de uma revista de referência, muito importante para o mundo do vinho, que pode promover ou “matar” uma marca com a maior das facilidades. É importante lembrar, que com excepção dos vinhos do tal “outro campeonato”, o mais difícil não é fazer um bom vinho. O difícil é vender esse vinho. E são os guias de vinhos, revistas como a RV artigos sobre vinhos na imprensa de referência e os Blogues, porque não?, que os vendem, ou não. Eu já vi, por mais de uma vez, pessoas com os guias, da RV, JPM, JÁ, ou outros, nos supermercados a comprarem apenas o que ali é indicado como qualidade. Claro que um Pêra Manca, com cavalo ou sem cavalo, ou mesmo égua, está vendido. Ou o Pintas, Abandonado ou Batuta, mesmo com rótulos espartanos e sem animais, porque são de “outro campeonato” não são influenciados com a inclusão, ou não da imagem. Nem se vendem nas grandes superfícies, são para os mais conhecedores, que eventualmente não são influenciados da mesma maneira pelos guias. Quanto a comparar o Altano com o Porta da Ravessa é estar a confundir a beira da estrada com a estrada da Beira. Boas provas. AJS.

João Geirinhas disse...

Pois.... mas não abusem, que a minha vida não é só isto. Também por princípio é conveniente lembrar que este não é o espaço para responder a dúvidas sobre a RV. Esta tem um espaço próprio para isso que está à disposição dos seus leitores, de todos os leitores e não só destes simpáticos carolas.
Sobre a questão tão insistemente referida, francamente, não vejo a sua relevância. O que está, a solução mista encontrada, é um compromisso entre legibilidade, funcionalidade e portabilidade. Estou totalmente contra um modelo tipo catálogo das vendas (com todos os rótulos), para além do que isso comportaria em custos e... tornar um Guia que se quer ligeiro para andar em todos os bolsos num calhamaço insuportável que nunca sairia da estante.
É não perceber minimamente a função do Guia, pretender que ele seja uma coisa que não é e não pode ser.
JG

Copo de 3 disse...

Esse como tantos outro factores devem ser da responsabilidade editorial como é óbvio, talvez seja porque nem todos os produtores têm as ditas imagens prontas para meter à disposição da Revista, pode ser que uma imagem colocada numa anterior não se repita e venha dar lugar a uma nova que nunca apareceu...
E em alguns rótulos nem é necessário que todos estejam presentes pois a semelhança na gama é tal, que não justifica repetições, vejamos o caso do Quinta da Pellada entre outros.

Encaro este assunto como uma mera curiosidade, de momento estou mais interessado em saber se por exemplo num painel da Revista de Vinhos por exemplo: Vintages 2004 os mesmos são decantados e se forem é por quanto tempo... não vejo nunca referência aos tempos de decantação.

J. Gómez Pallarès disse...

MENSAJE PARA NUNO QUE NADA TIENE QUE VER CON EL POST:
amigo Nuno, anteayer en mi blog te comentaba que no tenía ningún amigo con un armario Frai-vin en su casa y ayer mismo voy a la DO Penedès, a casa de una amiga bodeguera a hacer un cupage y ¿qué encuentro en la bodega? Una enorme nevera Frai-vin!!! Me comentó que está muy contenta con ella y que, además, antes había pertenecido a un conocido distribuidor de champagne en España. Buenas recomendaciones, pues, para esta marca!
Saludos y perdón por la intromisión!
Joan

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